Transblogado
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Quer Fazer uma continha legal?
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Lei do TRC começa “pra valer” em setembro
A grande virada do transporte rodoviário de carga, no sentido da profissionalização, tem data marcada para começar: 27 de setembro de 2008. Pelo menos é essa a visão dos dirigentes da NTC&Logística, a entidade associativa que congrega o setor.
No dia 27 de setembro, entra em vigor a Resolução 2.550 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regulamentou a Lei 11.442, de janeiro do ano passado, a chamada Lei do TRC (Transporte Rodoviário de Carga), primeiro passo concreto no sentido de dar uma disciplina que até hoje não existiu no TRC e organizar suas relações com o mercado.A Lei do TRC já está em vigor há quase dois anos, mas sem a resolução que a regulamentou, muito pouco do que ela diz tinha efeito real. Com a resolução, publicada em março com prazo de seis meses para começar a ser cumprida (daí o 27 de setembro), muitos dispositivos da lei passam a ser aplicados, embora outros ainda precisem de maior prazo e até de normas complementares.Os principais aspectos da regulamentação são os seguintes, conforme o assessor jurídico da NTC&Logística, Marco Aurélio Ribeiro, expôs em recente programa de televisão gerado pela entidade: - o transportador autônomo, para se registrar, a partir de 27 de setembro, terá que comprovar que tem pelo menos três anos de experiência na atividade, ou então fazer um curso de 80 horas-aula, que é dado pelo Sest/Senat (e poderá ser dado por outras entidades que preencham os requisitos legais para esse fim);- a empresa de transporte, para se registrar, deverá entre outras coisas, indicar o nome de um responsável técnico, pessoa que pode até ser um sócio da empresa, mas também precisará ter pelo menos três anos de experiência na atividade, ou então fazer um curso de 125 horas-aulas, dado pelo Sest/Senat;- existem multas para quem não cumprir esses e outros requisitos previstos na lei – a mais baixa de R$ 550 e a mais alta de R$ 10.500. E estão previstas outras punições, mais graves, dependendo da gravidade da infração. A empresa poderá ter até o seu registro cassado se deixar de comunicar à ANTT, por exemplo, a substituição do seu responsável técnico;- essas e outras normas valem tanto para as empresas que já existem, ou os autônomos que já estão na atividade, como para aquelas e aqueles que vierem a entrar nela. Mas as empresas e autônomos que já estão trabalhando só terão que fazer a renovação dos registros, atendendo as novas normas, dentro de um calendário ainda a ser definido pela ANTT. Os registros atuais foram prorrogados por outra resolução da agência;- falta definir coisas como: quem vai fiscalizar o cumprimento da lei? A responsabilidade é da ANTT, mas como a agência, notoriamente, não tem estrutura de pessoal para fazer esse trabalho, nada a impede de fazer convênios com instituições e setores como a Polícia Rodoviária (federal e dos estados) e as Secretarias de Transportes estaduais com esse fim, segundo Marco Aurélio Ribeiro.O sentido geral da lei, lembra o ex-presidente da NTC&Logística, Geraldo Vianna, é o de fazer uma distinção clara entre o que é o transporte de carga comercial e o transporte de carga própria, impedindo que as empresas deste segundo segmento façam concorrência desleal às do primeiro. Assim sendo, o novo cadastro de veículos e empresas da ANTT, diferentemente do primeiro, feito há de seis anos, será só para veículos de aluguel, ficando os demais (de carga própria) sujeitos a punições se forem flagrados fazendo fretes para terceiros.Por outro lado, a lei impõe, como se viu acima, uma série de adequações e capacitação a empresas de transporte e autônomos, mas quanto a isso Geraldo Vianna não teme críticas por defender, desde já, a rigorosa aplicação da lei, que, afinal, representa uma conquista pela qual o setor lutou muito na última década: “Não podemos imaginar que faremos a revolução que precisa ser feita deixando tudo como está”, diz ele.A regulamentação da Lei do TRC será tema de reportagem detalhada da próxima edição impressa (nº 139) da revista Carga Pesada.
sábado, 26 de julho de 2008
Funcionamento do Turbocompressor
Funcionamento do Turbo

O turbo é uma turbina alimentada por gases do escape, interligada a um compressor através de um eixo que comprime o ar da admissão para dentro do motor.
Mais ar no cilindro significa que pode haver mais combustível para poder ser queimado a cada explosão
Mais combustível queimado significa mais gás quente, mais gás quente significa mais potência
Isto é o maior aproveitamento que se pode ter em engenharia, usa-se calor (energia) que estaria de outra forma a ser desperdiçada tirando-se proveito dela, quase sem desperdício.
A importância do escape e alta temperaturas:
Aumente-se a pressão na entrada do turbo, diminua-se a pressão na saída, ou faça-se os dois, e temos mais potência.
Aumentar a pressão na entrada é possível, mas difícil. Já diminuir a pressão na saída é fácil, um escape maior e sem resistências. É comum ouvir das pessoas que colocaram um escape desportivo , "o meu turbo está mais rápido agora". Sim, é verdade isto porque baixa a pressão na saída, e aumenta a diferença de pressão, o gás pode expandir-se mais, e assim gerar mais energia. Esta energia gira as pás do turbo mais rapidamente. Note-se que existem escapes desportivos tão silenciosos quanto os originais. Só são menos restritivos. (Incluindo catalizadores).
Falámos sobre o "lado quente" necessário, do escape. Mas o turbo tem um "lado frio", o do compressor:
Vimos o que é um turbo e como a turbina do escape (lado quente) funciona, agora voltamo-nos para o lado oposto ou seja o do compressor do turbo.
O lado frio da questão é mesmo o compressor ou seja o lado da turbina que roda invertido.
Aplicam-se as mesmas leis só que agora ao contrário: Se pegamos num gás de baixa pressão, (baixa temperatura) e trabalharmos sobre ele e pás do compressor, obtemos um gás de alta pressão e alta temperatura. Este aumento de temperatura é bastante indesejado, e vai trazer problemas, daí a necessidade do (Intercooler)
Intercoolers, Wastegates e BOVs
Até a pouco tínhamos alta pressão a sair do compressor para o motor. Infelizmente, a física trabalha contra nós e, por termos pressionado o ar na entrada, evidentemente que a temperatura deste ar subiu.
Muito mau…Com isto a densidade do ar diminui, e aumentam as chançes do terror dos motores: a pré-ignição (detonação). A detonação é o principal limitador de potência de um motor, e calor do ar na admissão aumenta as chances de detonação.
Então temos que arrefecer o ar antes que ele entre no motor, sem perder pressão. Para isto serve o Intercooler, basicamente um "radiador de ar" colocado entre o compressor e o motor. Não há muito que falar disto excepto:
Wastegates
Um turbo é um dispositivo retroalimentador. Quanto mais pressão produzirmos, mais exaustão de escape se produz, se produz mais gases, produz mais pressão... um autentico círculo vicioso. Então precisamos é de limitar a pressão de alguma forma.
O que realmente queremos é manter a turbina a uma velocidade constante para maximizar a eficiência do compressor -as turbinas gostam de funcionar numa velocidade ideal. Entretanto, como é difícil medir a RPM de um turbo, e a pressão por ele gerada é directamente relacionada à velocidade do turbo, manter a pressão constante é o trabalho da wastegate.
O wastegate é uma válvula que abre ao excedemos a pressão desejada, e permite que o fluxo contorne a turbina, ao invés de atravessá-la. Isto diminui a diferença de pressão na saída da turbina, desacelerando-a.
Dumps Valves
A dump detecta a onda de choque provocada por uma passagem de caixa, liberta-a para outro lugar - ou para a atmosfera, (Atmosfericas) ou de novo para o lado da entrada do turbo.(Recirculatorias)
As dumps atmosféricas emitem aquele som de espirro que todos adoramos, mas na realidade ela apropria-se de pressão e sopra-a para outro lado, logo desperdiçio que origina uma perda de pressão que pode ser mínima ou não consoante os casos.
Quando se acelera, o turbo está em carga - muda-se a mudança e o pé no pedal do acelerador corta o combustível = a borboleta do acelerador fechou. O turbo, ainda está a rodar por inércia, continua a produzir pressão e o fluxo de ar sofre assim uma onda de choque retorna desde a borboleta até as pás do compressor,
é como se uma lamina encostasse nos raios de uma roda de bicicleta a travá-la.
Repetidamente, estes choques sobrecarregam as pás e os rolamentos do eixo, e de qualquer forma desaceleram o turbo, agindo como um travão, e não se esqueçam que após a mudança de caixa o turbo terá que reacelerar, ou seja a tal perda….um lag minimo...segundos preciosos...
Resumo:
Os Turbos aproveitam energia que seria desperdiçada em forma de calor, usando os gases do escape para rodar uma turbina, que por sua vez accionam um compressor, que comprime o ar da admissão.
O ar da admissão, comprimido, gera mais potência, porque permite que você queime mais combustível por tempo de explosão do motor, e porque ajuda a limpar o motor (a nova carga de ar, comprimida, "explode para fora" os gases remanescentes).
O rendimento de uma turbina de turbo depende da quantidade de gás passando através dela, e a diferença de pressão através dela. Pode-se melhorar o diferencial de pressão da turbina instalando um escape com maior capacidade de fluxo.
O compressor da admissão trabalha melhor se for dimensionado especificamente para o fluxo e pressão de um determinado motor.
Os Intercoolers são nossos amigos. Eles reduzem a temperatura do ar de entrada depois que o compressor o comprimiu e aqueceu. Só funciona se o ar puder passar através dele, entrando e saindo por algum lugar.
A válvula Wastegate limita a pressão agindo como um limitador para o turbo.

A alta Rotação de funcionamento traz problemas de lubrificação e arrefecimento. Logo que a velocidade da turbina pode alcaçar os 200.000 RPM, as partes quentes podem alcançar os 900º C. Com a lubrificação feita atravez do óleo do motor, Ocircuito de lubrificção e desenvolvido para resistir a estas temperaturas mais contudo a escolha do óleo e dos filtors é fundamental.

1 Palhetas da turbina
2 Entrada de óleo
3 Entrada do circuito de arrefecimento
4 Canal de circulação do óleo lubrificante

1: JOURNAL BEARINGS
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Funcionamento de Turbinas a Gas/SPAN
Este ar quente e sob pressão é obrigado a passar pelo estator da turbina, que pela forma das suas palhetas, direciona este ar em alta velocidade para o rotor da turbina. Ao alcançar o rotor da turbina, o ar entrega uma parte da sua energia, ao obrigá-lo a girar. Observar que a turbina somente tem a finalidade de fornecer energia mecânica para o compressor. A sobra de energia do ar do escapamento que é utilizada como energia de propulsão

CICLOS DE FUNCIONAMENTO
Funcionamento Continuo da Turbina
Funcionamento intermitente no motor a Explosão

MOTOR TURBO-JATO
Variação da temperatura, pressão e velocidade


