Transblogado

Você é motorista? Antenado, preocupado com o transito, quer saber das novidades no setor, então fica ligado no Transblogado estaremos publicando as matérias mais atuais e diversificando as discuções do transito nacional!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A dúvida do Turbocompound é um motor biturbo?


Não:

O Turbocompound cria potência extra, convertendo energia que seria desperdiçada.

O Turbocompound trabalha recuperando a energia que, de outra forma, seria perdida ou desperdiçada. É um exemplo clássico de reciclagem. Ao invés de expelir ‘energia desperdiçada' pelo tubo de escape, mais calor é extraído dos gases do escapamento por uma segunda turbina de escape posicionada após o turbocompressor.

O segundo turbo (a turbina do Turbocompound) gira a 55.000 r/min. Este movimento passa pelas engrenagens da turbina e um acoplamento hidráulico, e então segue para o virabrequim através das engrenagens de sincronização. A redução das rotações produz um aumento útil do torque, que ao alcançar o volante aumenta o impulso. Você recebe esta força motriz extra sem aumentar as despesas com combustível.

A faixa verde de economia no conta-giros oferece uma ampla linha de rotações econômicas do motor, facilitando a vida do motorista. O motor ganha muita flexibilidade. As rotações do virabrequim se beneficiam do constante impulso extra que vem do processo do “turbocomposto”, ajudando a compensar as pressões rítmicas induzidas pela combustão. Assim, o motor funciona mais suavemente.


Para ficar mais claro, motores equipados com "Turbocomposto" não é um motor bi-turbo, pois motores bi-turbos são equipados com duas turbinas e dois compressores e ambos alimentam a admição de ar dos cilindros, ja um motor com "Turbocomposto" e sim um equipamento formado por duas turbinas, um compressor e um conversor de torque como mostra a figura abaixo:

terça-feira, 7 de abril de 2009

Novo Volvo FH 2009 - Primeira Mão

Novidades:
· Pré-tensionadores dos cintos de segurança.
· Lampada de lembrança do cinto de segurança.
· ESP – Controle Eletronico de Estabilidade
· Faróis de Xenon
· Farol Auxiliar de Conversão
· Espelho Lateral auxiliar duplo
· ADR - Preparação para produtos Perigosos
· Piloto Automático Inteligente – ACC
· Sensor de Ponto Cego
· Monitoramento da faixa de rodagem
· Detector de Atenção
· Modulo de Iluminação interna
· Novas luzes de leitura com haste flexível
· Kit de preparação para TV
· Luzes dianteiras de mudança de direção com Tecnologia de LEDS
· Suspençao Pneumática para 6X2 com 8 bolsas de ar e 4 amortecedores
· Novos Tanques de combustivel e novo formato, máximo para entre eixos 3700 até 1180 litros ( 490 direito + 690 esquerdo )
· Sensor de Chuva
· Alcolock
· Bluetooth

Pré tensionadores dos cintos de segurança.
· Sistema permite mobilidade do cinto em acidentes.
· Tensiona, depois solta até 15 cm
· Combinado com o Air Bag

ESP – Controle Eletronico de Estabilidade
· Relacionado com freios eletrônico EBS
· Sensores no volante, de aceleração lateral e de velocidade.
· Correção do torque do motor e acionamento individual dos freios.
· Corrige o trajeto do caminhão.

Farol Auxiliar de Conversão
· Ilumina o lado em que o veículo fará a conversão.
· Acionado e desacionado no painel.
· Ativado pela alavanca de mudança de direção (esquerda e Direita)
· Condições para ativação
· Velocidade do veículo <40km/h> Comportamento do Condutor
· Caminhão cruza uma das faixas da pista = desatenção / cansaço
· Sinal sonoro para o Motorista
· V > 55 km/h, aciona freios e luzes de direção
Desvantagens:
· Condição climáticas adequadas
· Faixas Conservadas

Sensor de Ponto Cego
· Suporte para trocas de faixa á direita
· V > 35 km/h, luz de direção ligada – Ativar radar
· Objetos no ponto cego: luz na coluna e alerta sonoro
· Função pode ser desativada por tecla

Alcolock
· Bafometro montado de fabrica
· Antes de ligar o motor, condutor deve assoprar por 5 segundos
· Análise entre 5 a 25 s
· Nivel de álcool inaceitável, motor não liga ( > 0,2 mg/L sangue = legislação brasileira)
· Calibração necessária

Modulo de Iluminação interna
· Novas lâmpadas – menor consumo de energia
· Novas posições – mais iluminação
· Duas opções : Brancas ou noturna com Dimmer

Kit preparação para TV
· Fixação para televisão
· Montado no painel lateral da cabine, do lado do motorista
· Suporta um Tv de 15” ou 6kg
· Saida para antena (TV Digital)
· Tomada 12V
· Som Incorporado
. Nova Cabine L2H3
· 140 mm mais alta que a H2 e 530 mm do que a H1Letreiro Globetrotter XL

Para maiores informações e visualizações consultar o link:
http://interactiveoverview.volvotrucks.com/fhfm_io/index.html?lama=pt-pt

terça-feira, 10 de março de 2009

Peso Controlado

Lei da Balança e suas especificações ainda geram problemas para os que não se adaptam aos limites de peso e medida.

Principais alterações da " Lei da Balança"

- Aumento do PBTC de 45t para 57t.
- Peso Máximo permitido é limitado pelos eixos (máximo 57t).
- Eliminação de AET para Bitrens de 57t e comprimento total de 17,5m a 19.8m.
- Composições com peso superior a 57t e inferior a 74t serão permitidas apenas com AET.
- Limite de 45t para composições com comprimento inferior a 16m.
- Tolerância de 5% pode ser adotada somente na balança e não mais em fiscalizações por meio de nota fiscal.
- Redução de 7,5% para 5% na tolerância da balança por eixo (a partir de Junho de 2009).

Pois bem, a confusão de conceitos.

Uma da consequências dos critérios mais recentes de fiscalização é a confusão de dois conceitos fundamentais: PBTC e CMT. O primeiro Peso Bruto Total Combinado, consiste no peso máximo de veículo carregado e depende do numero de eixos e da configuração do caminhão. "Quanto mais eixos tiver, maior é o limite legal de peso que pode transportar", O limite de peso é regulamentado pela Resolução 210 do Contran.
No caso de eixos cm dois pneus são seis toneladas; dois eixos com dois pneus são 12 toneladas; eixo isolado com quatro pneus pode levar dez toneladas; conjunto de dois eixos em tandem tem limite de 17t; três eixos em tandem são 25,5t; e conjunto com dois eixos sem tandem são 15t.
Ja a Capacidade Maxima de Tração consiste na quantidade de peso que o veículo é capaz de tracionar. O numero varia de acordo com as características do trem-de-força do veículo e é estabelecido pelo fabricante do veículo.
A confusão ocorre por que o artigo 100 do Código de Trânsito Brasileiro diz que nenhum veículo pode transitar com peso bruto total superior à sua capacidade de tração. "Não se pode configurar um veículo com mais eixos do que permite a sua CMT. De acordo com o excedente , a infração pode ser considerada gravíssima", A resolução 258/07 regulamentou a aplicação de multa por exceder a CMT, o que não acontecia antes.

Ai vai as Principais dúvidas a respeito da pesagem de veículos.

1. É correto adicionar a tolerância de 5% ao limite de peso bruto do veículo?
Não, Embora muitos transportadores julgem que tem direito a adicionar a tolerância, a Resolução 258/07 proibiu esse procedimento e estabeleceu que a tolerância é da balança e não do caminhão.

2. É válida atualmente a pesagem carga líquida?
De acordo com o Oficio nº 722/Dimel (Diretoria de Metrologia Legal). de 25 de agosto de 2008, encaminhado pelo Inmetro à coordenação da JARI do DER de São Paulo e com o Ofício Circular no 18, de 29 de maio de 2008, encaminhado pela Dimel ao IPEM (Instituto de Pesos e Medidas), as balanças dinâmicas não constituem instrumento apropriado para pesagem de carga líquida a granel, No caso da balanças estáticas, a Portaria Inmetro no 236/94 não permite verificação de peso por eixo quando o produto a ser pesado é um líquido. Por sua vez, a Ata nº733/96 do Contran determinou a suspensão de pesagem por eixo em balanças de veículos carregados com granéis líquidos. O Inmetro está fazendo teste para estabelecer esse tipo de pesagem.

3. O peso bruto constatado pela balança dinâmica é muito superior ao da Nota Fiscal, obtido pela minha balança. Isso é motivo para anular a multa?
Não necessariamente. A pesagem na origem, quando realizada, é feita no "balanção" que , embora não verifique o peso por eixo, pesa o veículo como um todo e tem alta precisão (erro máximo de 30 a 40 quilos). Já na balança de eixo, utilizada pela fiscalização, a incerteza é muito maior, Além do mais, do ponto de vista legal, a aferição por equipamento só pode ser feita por balança da fiscalização na presença do agente de trânsito. No entanto, a multa será anulada se for constatado que a balança utilizada não estava devidamente aferida.

4. Tirei a Autorização Especial de Trânsito no DNIT, mas vou trafegar também em rodovias estaduais. Preciso tirar outras?
Sem dúvida. Se você vai trafegar por exemplo, de São Paulo para Goiás e passar por rodovias estaduais, precisará também das AET´s dos DER de São Paulo, Minas e Goiás, Como o órgão de trânsito precisa verificar a compatibilidade da combinação de veículos utilizada com a geometria das rodovias, as pontes e o volume de trânsito, a AET é concedida por trajeto e o documento emitido por um órgão de trânsito não valem para os demais.

5. Meu bitrem, para 57 toneladas e sete eixos, foi multado por que estava com 62 toneladas de peso bruto. No entanto, o certificado do cavalo diz que ele pode tracionar 70 toneladas. Isso é motivo para anular a multa?
Não, Mesmo depois de computada a tolerância, o veículo ultrapassou o limite de peso bruto total combinado, de 57 toneladas, que corresponde à soma dos limites de peso por eixo. Para poder aproveitar integralmente sua Capacidade Máxima de Tração (70 Toneladas), esse veículo precisaria ter mais eixos.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Apesar do cenário desfavorável, desastres mataram menos nas rodovias federais

No primeiro Carnaval sob influência da lei seca, a Polícia Rodoviária Federal conseguiu estancar a tendência de aumento da violência nas estradas. Apesar do cenário desfavorável que se apresentava antes do final de semana prolongado, com frota recorde nas rodovias, valorização do dólar e turismo interno aquecido, a quantidade de mortes e de acidentes fatais caiu em todo Brasil quando comparada ao mesmo período de 2008. Entre 0h de sexta-feira (19/02) e meia-noite da Quarta-feira de Cinzas (25/02) foram registradas 127 mortes, contra 128 em 2008. Ao todo, 2.865 acidentes (+20%) e 1.784 feridos (+21%). No entanto, o impacto da lei 11.705 nas rodovias pode ser melhor mensurado quando se observa a fatalidade das ocorrências. Em 2008, morreu uma pessoa em cada 18,7 desastres. Em 2009, foram necessários 22,5 acidentes para produzir uma vítima fatal. “As estatísticas de trânsito não devem ser analisadas de maneira isolada ou simplista. Olhar apenas os números absolutos pode dar impressão equivocada sobre o que está acontecendo nas estradas. Se a frota em circulação nas rodovias foi recorde, seria natural imaginar o crescimento das ocorrências de trânsito. Mas a verdade é que conseguimos estabilizar o número de óbitos e reduzimos em 20% a fatalidade dos desastres”, explica o Diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Hélio Derenne. Os números da Operação Carnaval também indicam, pela primeira vez, que a sociedade começa a responder positivamente à fiscalização. Nos oito meses de Lei Seca ao volante, a Polícia Rodoviária Federal flagrava um motorista alcoolizado a cada 10 testes realizados. Durante os últimos seis dias, a média subiu para uma autuação a cada 16 abordagens. Os 700 etilômetros empregados pela PRF nesta operação contabilizaram 14.129 exames, que resultaram em 862 multas por embriaguez. Deste total, 576 condutores foram presos em flagrante. Clínica geral - O trabalho não ficou restrito ao uso de etilômetros. Mesmo atuando com 100 agentes a menos que no Carnaval de 2008 e com mil quilômetros de malha viária adicionados à sua circunscrição, a Polícia Rodoviária Federal conseguiu fiscalizar 10% a mais de veículos, ou cerca de 26 por minuto. Nos 62 mil quilômetros de BR's, os flagrantes de irresponsabilidade e desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro também dispararam em 12%. Só em multas por ultrapassagens proibidas, os agentes da PRF preencheram 11.515 autos de infração. Esse incremento da atividade operacional é resultado do investimento em tecnologia realizado nos últimos anos. Em 2007, a fiscalização de velocidade foi padronizada com radares de última geração. No ano passado, mesmo antes da Lei Seca ao volante, a PRF colocou nas ruas o “bloco do etilômetro”, apresentando aos usuários da rodovia 500 equipamentos modernos e com 99% de eficácia. Em 2009, foi a vez dos computadores de mão, que aceleram o processo de abordagem e autuação. A fiscalização tradicional, que toma, em média, oito minutos da equipe PRF, passou a durar um minuto com o apoio dos terminais portáteis.Ainda que o trânsito ganhe destaque nos feriados prolongados, o combate à criminalidade não deixou de receber atenção da Polícia Rodoviária Federal. Nos seis dias de operação, a PRF apreendeu 713 quilos de maconha e flagrou 59 crianças e adolescentes em situação de risco. Em ações por todo Brasil, 978 criminosos foram presos em flagrante, contra 619 em 2008. Um Carnaval diferente dos outros – Em 2009, os 9.600 agentes da PRF que se revezaram durante a Operação Carnaval receberam reforços de peso para redução da violência na estradas. Uma campanha educativa, promovida pelo Ministério das Cidades e Ministério da Saúde, apresentou à sociedade os riscos da imprudência no trânsito. E o presidente Lula, em pronunciamento inédito durante o período de folia, alertou os brasileiros que todos podem beber, desde que com responsabilidade e longe do volante.Outros fatores importantes pesaram no braço contrário da balança. Com a forte valorização do dólar frente ao real, o turismo interno encontra-se aquecido. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), a taxa de ocupação de hotéis localizados do Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina, destinos tradicionais em finais de semana prolongados, beirou os 90%. No trânsito brasileiro, muito dependente do sistema rodoviário, a busca por roteiros turísticos nacionais se reflete nas estatísticas. Durante o feriado, a PRF chegou a registar aumentos de até 60% no fluxo de veículos em alguns corredores viários, como Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mapa da violência – Minas Gerais é novamente o líder do ranking dos números absolutos do Carnaval. O estado com a maior malha viária federal do país registrou 471 acidentes, com 21 mortes e 347 feridos. O segundo colocado foi Santa Catarina, com 366 desastres, 19 mortos e 217 feridos. O terceiro no ranking foi o Rio de Janeiro, que registrou 267 acidentes, com 10 mortes e 131 feridos. Em números de vítimas fatais, o Maranhão ficou empatado com o Rio de Janeiro, seguido por Bahia, com 8 óbitos, e Pernambuco, com sete.


Fonte: Central de Informações Operacionais / DPRF e Denatran.